terça-feira, 6 de maio de 2014

TROPEÇANDO NO ÓBVIO (antigas questões sobre a felicidade)


      Nós podemos achar que somos o que imaginamos ser, ter ou não ter patrimônio material, ser "formado" (se não cabe na forma, faz o que? descarta?) nessa ou naquela profissão, professar a religião ou a filosofia que for, que temos o tempo todo diante dos nossos rostos, jovens ou não, a seguinte questão: sou/estou feliz?

        Com zilhões de definições (colocar fim e algo, delimitar) e conceitos (ajuda a ampliar a visão), felicidade é, ainda, por mais que silenciemos sobre isso, algo que mexe com todos nós…realmente temos interesse pela nossa felicidade. Mas o que é felicidade?

          Não, por favor, não espere que nas próximas linhas eu dê mais definições de felicidade…já tem demais…duvida? Procure nos livros, na rede mundial de computadores, nas conversas com pessoas conhecidas ou desconhecidas, nos olhos daqueles que cruzam nossos caminhos…procure, com mais ousadia, dentro de você! Percebeu como é desafiador descrever felicidade?

         No fundo de nossas almas, compreendemos felicidade, sentimos felicidade, mas…dizer o que é, não sabemos e, afinal, o que nós ganharíamos se tivéssemos a "perfeita" ideia do que seja felicidade? Seja felicidade o que for, nós a queremos para ser saboreada, comida, bebida, sorvida, assimilada, introjetada, encampada, adotada, vivida… e tem mais…

         Daí que se você e eu não decidirmos - agora - desistir de entender (coisa da razão, de processos cerebrais) o que é felicidade, nos colocamos sob grave risco de "perder o lance", não perceber o jogo da Vida e, pior, deixar de desfrutar da felicidade.

      Trabalho, família, filosofia de vida, estar no mundo, tudo como grandes motivações para a felicidade (aquela, lembra?, a que não sabemos dizer o que é!), e para que nos bloqueamos para amar tudo isso, olhar sem expectativas e julgamentos e - apenas - sem nos permitir seguir o fluxo da Força Maior que nos conduz nesse Rio da Vida?

         Esse movimento de viver abrindo mão de entender e definir o que é viver e o que é ser feliz acontece na nossa subjetividade, no nosso mundo interno… e se, por acaso, a felicidade tiver casa, certamente o endereço é seu coração…visite-o e ouça-o mais vezes! Ele tem muito a revelar sobre felicidade!




          


4 comentários:

  1. A verdadeira fonte da felicidade é Deus. Ele não somente nos faz felizes. Por isso, tem razão, quando diz que a busca da felicidade tem endereço certo, o nosso coração.

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  2. Como sempre lindo e reflexivo o texto. É difícil descrever a felicidade, mas não é de senti-la. Depois que a gente aprende a viver em paz consigo mesmo, respeitando as outras pessoas como elas são sem querer mudá-las, o caminho se descortina! Abraços fraternos!

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    1. "… a gente aprende a viver em paz consigo mesmo…", sem dúvida, Maria Nardy! Você tem sensibilidade e essa é uma virtude que enriquece o que você lê porque projeta de si novas e profundas percepções! Obrigado!

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