O QUE NOS IMPEDE DE EXPRESSAR O QUE REALMENTE SOMOS?
Nossos condicionamentos mais antigos e profundos são os grandes empecilhos para nossa relação congruente conosco, com o mundo e com as pessoas. Alguns condicionamentos estão presentes em nossa linhagem familiar há muito tempo. Muito tempo mesmo! E ponha tempo nisso... outros limitadores fomos nós que, sem o perceber, fomos aceitando em nossas vidas, como se, para viver, fosse preciso de autorização "superior". Colocamo-nos na Vida de forma passiva, pequena, com medo, timidez e insegurança.
Um dos passos decisivos é - conscientemente - escolher e decidir ser o que de fato somos!
E o que somos?
Somos um feixe de necessidades, sempre agregando às nossas vidas mais carências, desejos, ilusões e outras "necessidades"que criamos para disfarçar nossa verdadeira e profunda "precisão", para usar aqui a adorável linguagem caipira.
Mas somos também, ao mesmo tempo, no mesmo Ser, uma rica cachoeira de possibilidades, talentos, capacidades, talentos e afins. Somos muito mais do que pensamos ou ousamos ser.
Tudo bem... se somos tudo isso, o que nos impede de expressar o que realmente somos?
Certamente, um dos elementos que nos impede e nos sabota é o estranho sentimento de importância que atribuímos a nós mesmos. Nos achamos o "máximo" para cometer gafes ou errar no longo caminho das tentativas. Queremos nos apresentar como seres perfeitos, sábios e prontos.
O paradoxal disso tudo é que nossa sabedoria, nossa perfeição e nossa completude somente continuam em construção (somos um projeto maravilhoso andamento), quando interagimos com o mundo, com as pessoas, com a realidade adotando a atitude do aprendiz: sempre com disposição para crescer e aprender com os erros, com os esforços diários para ser melhor e fazer mais em favor do nosso desenvolvimento integral. Resumindo: nossa sensação ilusória de autoimportância nos distanciam da nosso verdadeiro valor pessoal.
Para que temos vergonha de expressar nosso amor à Vida e às pessoas?
A resposta é simples: isso que chamamos de vergonha ou timidez é uma camuflagem para nossa arrogância que nos mantém parados, estacionados, esperando que o mundo e as pessoas declarem sua admiração por nós! Podemos e somos convidados a inverter esse estranho e pouco percebido jogo que o ego inflado faz conosco.
Faça algo, aja no sentido de expressar seu amor, sua compaixão, sua sensibilidade para que a sua relação com o mundo, com as pessoas, enfim, com a realidade na qual está mergulhado e faz parte, entre em um ciclo positivo de leveza e de autorrealização.
Desista de esperar ser reconhecido pelo mundo, pela Vida e pelos outros!
Reconheça e manifeste seu amor à Vida e expresse sua alegria de participar da grandiosa orquestra da existência.
Se você está aqui é porque a Vida conta com você, com sua originalidade e com sua forma tão singular de Ser e Fazer neste ciclo do viver e do estar no mundo!

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