Tendo trabalhado durante algum tempo na Região Norte do Brasil, tive o privilégio da proximidade voluntária com grupos indígenas e com eles aprendi muito acerca da naturalidade, do ritmo da Terra e dos ritmos que a Vida manifesta. Aprendizados que muito bem fazem, sobretudo, quando percebo que meu viver -devido a várias circunstâncias - está se distanciando do grande pulsar da Vida.
Aí me vem ao coração o som do tambor. O som do tambor representa muito a pulsação da Vida, a batida do coração do Planeta. Isso me traz um que de ancestralidade e me permite acertar o meu ritmo com o compasso da existência!
Na minha história pessoal, ritmo tem sido um elemento que muito tem me chamado a atenção, talvez por ser eu um aprendiz de músico e perceber o quanto o pulsar é fundamental para se criar melodias e harmonias, mas o tambor é um instrumento que cativa minha alma...ou melhor dizendo: liberta minha alma.
Quando ouço o som do tambor sinto minha alma ser transportada numa velocidade incrível para tempos muito distantes, experimento a força da ancestralidade e da natureza impulsionando meus sonhos, eu corpo, meus pensamentos e viajo de forma mágica para regiões maravilhosas de bem-estar e experimento a suavidade e a leveza de um corpo renovado, feliz e absolutamente capaz de se reconectar com seu verdadeiro estado: a saúde plena.
Claro que minha intenção neste pequeno texto é muito mais ousada do que descrever o instrumento tambor, mas é incentivá-lo a acertar o seu ritmo particular com o pulsar da Vida. Como fazer isso? Sem dúvida, primeiramente, colocando seu coração disponível para perceber o Grande Ritmo no qual você está mergulhado junto com todos nós, seus semelhantes e com todos os seres, dos menores aos maiores. Em seguida, perceber o que falta para harmonizar-se individualmente com o Ritmo Maior.
Esse é o meu objetivo, para, finalmente, contribuir, ainda que timidamente com a sua felicidade que vem quando você assume em suas mãos o que for possível assumir da sua Vida e quando você se dispões a continuar sua viagem no compasso da existência.
Isso faz algum sentido para você?

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